O Brasil é hoje o único país do G20 e entre as nações emergentes que ainda insiste em utilizar o sistema duplocomando em chuveiros. Enquanto Europa e Estados Unidos migraram totalmente para os monocomandos há décadas, aqui seguimos presos a uma tecnologia ultrapassada, pouco prática e mais cara no longo prazo.
E isso não acontece por acaso: trata-se de um conservadorismo de mercado, sustentado por estratégias comerciais que perpetuam uma solução obsoleta e ineficiente.





Mais peças = mais problemas
O duplocomando possui dois registros independentes (quente e frio). Isso significa o dobro de peças internas:
- Vedações, volantes e castelos em duplicidade.
- Maior probabilidade de vazamentos e falhas.
- Manutenção mais complexa e mais custosa.
Já o monocomando utiliza um único cartucho para controlar fluxo e temperatura, com menos componentes e muito menos pontos de falha.
Obsolescência técnica
Enquanto o monocomando permite regular a temperatura e a vazão de forma rápida e precisa, o duplocomando exige abrir e fechar dois registros, ajustando manualmente até encontrar a temperatura desejada.
Problemas do duplocomando:
- Maior desperdício de água durante a regulagem.
- Dificuldade em alcançar conforto térmico.
- Experiência antiquada e pouco ergonômica.
Em contrapartida, o monocomando é o padrão internacional: simples, intuitivo e eficiente.
Conservadorismo do mercado brasileiro
Por que o Brasil ainda mantém o duplocomando nos chuveiros?
- Fabricantes: continuam oferecendo porque “sempre foi assim”.
- Construtoras: usam por hábito ou inércia, acreditando que reduzem custos imediatos.
- Consumidores: muitas vezes compram por desconhecimento das alternativas.
A líder de mercado reforça esse ciclo oferecendo as bases para construtoras a preços subsidiados, mas vendendo os acabamentos e peças de reposição com margens muito mais altas. O resultado é um mercado mantido em cabresto tecnológico — um modelo comparável ao das antigas fabricantes de impressoras com seus cartuchos.
Monocomando: padrão internacional
Em qualquer país desenvolvido, o monocomando é regra — e por boas razões:
- Ajuste rápido de temperatura e vazão.
- Conforto e praticidade para o usuário.
- Economia de água e energia.
- Menos peças, menos manutenção.
Adotar monocomandos não é luxo, é simplesmente acompanhar o padrão mínimo esperado em engenharia hidráulica moderna.
Conclusão: uma armadilha tecnológica
O duplocomando é tecnicamente inferior e mais caro no longo prazo. É o retrato de como o conservadorismo e interesses comerciais podem manter um país preso a soluções antiquadas.
É hora de arquitetos, engenheiros e consultores quebrarem esse ciclo. O monocomando já é realidade em qualquer lugar desenvolvido e deve ser o padrão também nos nossos projetos.
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